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Em gestação a Aliança Evangélica |
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Escrito por Wilson Costa
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Sex, 18 de dezembro de 2009 07:05 |
Ainda não sabemos se terá este nome. Mas a mobilização vem ocorrendo de forma consistente, no sentido de ver-se criada no Brasil, novamente, uma organização que congregue evangélicos comprometidos com princípios evangélicos históricos e a defesa de valores que manifestam a justiça do Reino de Deus.
No último dia 14 de dezembro, cerca de 70 líderes evangélicos de todo o Brasil, reuniram-se em São Paulo para dar mais um passo nessa direção. A proposta de criar uma espécie de aliança evangélica foi apresentada por um grupo de trabalho, constituído há alguns meses. A FTL-Brasil esteve representada nessa reunião pelo seu Secretário Executivo, pastor Wilson Costa, além de vários outros membros de diversas regiões do Brasil. Anotamos a presença de Christian T. Gillis e Luis Felipe que coordenam o núcleo de Belo Horizonte, MG. De São Paulo mesmo, Hilton Figueiredo e Robinson Souza, que coordenam o núcleo local, além de Roberto Takasu. De Curitiba, aparecem representantes de uma nova geração interessada na FTL-Brasil, Samuel Scheffler e Marcel Steuernagel. De Brasília, Ricardo Barbosa.
O pastor luterano Valdir Steuernagel fez a palavra de abertura, externando seus sentimentos de gratidão a Deus e também de tremor ante à iniciativa, considerando-se a história recente no evangelismo brasileiro com iniciativas semelhantes.
O pastor batista Ed Rene Kivitz, trouxe uma palavra bíblica no sentido de que os participantes ouvissem a voz de Deus. Mencionando a história recente e a situação presente da igreja evangélica no Brasil, Kivitz pontuou que essa iniciativa requer humildade, discernimento e ousadia – todos aspectos que podem ser concedidos pelo Espírito Santo. Usando o texto evangélico que registra as boas-aventuranças, o pastor lembrou que um outro mundo possível virá, na palavra do Evangelho, através de um outro ser humano possível – novidade esta introduzida por Jesus. “Uma aliança de evangélicos para quê?” perguntou Kivitz. O Evangelho manifestado por Jesus fala de fermentação, e não de glamour. Portanto, a articulação dos evangélicos deve ser para o serviço em compaixão e não para a representatividade. Assim estaremos manifestando verdadeiro interesse no Reino de Deus.
Intercedendo pela iniciativa da aliança evangélica, orou com os presentes o pastor Robinson Cavalcante, bispo de Olinda e Recife da Igreja de Comunhão Anglicana no Brasil.
Com o objetivo de historiar a caminhada evangélica recente no País, além de jogar algumas luzes sobre o futuro do movimento evangélico brasileiro, o sociólogo Dr. Paul Freston apresentou uma brilhante análise sociológica. Segundo Freston, os evangélicos estão em franco crescimento no Brasil, o que deve persistir por mais duas décadas, quando devem passar dos atuais 20% para 35% da população. Essa expressividade de evangélicos na população brasileira não tem como passar despercebido. E qualquer associação dos evangélicos ou parcela deles, será chamada a representar e opinar sobre a vida e os fatos da sociedade brasileira, dentro e fora do mundo evangélico. Então que se faça bem essa representação, sem perder o “idealismo teológico”. Freston ainda alertou para o fato de que nem tudo se resolve no âmbito da congregação local ou da conversão individual e que a ocupação do espaço público que caberá aos evangélicos precisa ser feita de maneira articulada e ampla (ou abrangente).
Um período de orações foi conduzido pela missionária Durvalina, do Betel Brasileiro, com orações dirigidas por pastores como Tércio, da RENAS São Paulo e Hilton Figueiredo, da Igreja Presbiteriana do Brasil, e Dora Bomilcar, do movimento de oração Desperta Débora.
Débora Fahur compartilhou com os presentes a maneira atual de organização de movimentos sociais através de redes de relacionamentos sociais, que é o modelo adotado pela RENAS – Rede Evangélica Nacional de Ação Social, de cuja coordenação ela participa ao lado de Welinton Pereira (Visão Mundial) e Clemir Fernandes (Iser) . Débora pontuou que organizar-se na forma de rede não significa ser desorganizado, mas sim fugir do modelo piramidal hierarquizado habitual. Instituir-se na forma de rede pode ser uma boa opção para aliança evangélica, pois neste modelo a associação das pessoas ou organizações associadas é mais importante do que elas individualmente. Mas o assunto requer mais estudo e amadurecimento da questão.
O pastor Silas Tostes da AMTB, Associação Missionária Transcultural Brasileira, fez a apresentação do documento “carta de princípios”, fruto do trabalho da comissão organizadora, com algumas revisões já efetuadas. Os presentes de dividiram em grupos de até 10 pessoas para trocar idéias sobre a proposta e várias observações e propostas foram encaminhadas ao grupo coordenador, que continuará trabalhando.
Ao final, Valdir Steuernagel, conduziu um momento de compartilhamento no plenário, de várias sugestões que foram levantadas nos grupos de discussão. Também foi pontuada que esta não é uma iniciativa de paulistas, mesmo porque havia representatividade das várias regiões do país. O número maior de pessoas do Estado de São Paulo foi devido à localização da reunião e ao fato de que São Paulo concentra grande número de organizações evangélicas e mesmo escritório de organizações evangélicas de âmbito nacional. Definiu-se um grupo de trabalho para continuar revisando a carta de princípios e que organize um outro encontro no primeiro semestre de 2010. Participam desse grupo de trabalho irmãos e irmãs como o próprio Steuernagel, Welinton Pereira (Visão Mundial), Débora Fahur (Renas), Silas Tostes (AMTB), Durvalina (Betel Brasileiro), Ariovaldo Ramos (IBAB) e Fabrício Cunha (Fórum Jovem de Missão Integral).
Aguardemos novos passos dessa importante e necessária iniciativa para o primeiro semestre de 2010.
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Última atualização ( Sex, 18 de dezembro de 2009 14:30 )
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